Thales Castanho de Andrade é um dos maiores expoentes da literatura infantil do século XX e seu trabalho partiu de Piracicaba e se tornou referência em todo o Brasil.
Nasceu em Piracicaba no antigo Bairro Alto, no Largo da Estação, à Rua Direita, filho de José Miguel de Andrade e Castorina Castanho de Andrade. Foi batizado pelo Padre Francisco Galvão, na Igreja Matriz de Santo Antônio, e teve como padrinhos os avós maternos, ambos naturais de Capivari. Foi casado com Maria Garcia de Toledo.
Através de suas publicações, levou às crianças do país importantes ensinamentos sobre ecologia, meio ambiente e preservação da flora e da fauna. Sua relação com as crianças sempre marcou a sua vida, pois trabalhou em sala de aula por 31 anos. No Departamento de Educação do Estado de São Paulo permaneceu por 12 anos, local em que ocupou o cargo de Diretor Geral.

Em 1917, quando lecionava no Bairro Banharão, escreveu o livro “Saudade”, que veio a ser publicado apenas em 1919. É, até os dias atuais, o seu livro mais famoso. Em 1920, Sud Mennucci destacou muito bem a importância desse livro ao dizer que “Saudade fica sendo, de agora em diante, indiscutivelmente o padrão da nossa literatura didática”.
A contribuição do Saudade para a agricultura brasileira do início do século XX rendeu outros elogias: “No Brasil, país essencialmente agrícola, o Saudade é o livro ideal”, “No Estado de São Paulo, terra da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, o Saudade é o livro obrigatório” e “Em um programa de ruralização do ensino, Saudade é o livro dos livros”
Thales Castanho de Andrade foi vereador em Piracicaba e presidente do E. C. XV de Novembro de Piracicaba.

Recebeu diversas honrarias, medalhas e prêmios, tais como Brigadeiro Couto de Magalhães, Rui Barbosa, Clemente Ferreira, Euclides da Cunha, Almeida Júnior, Imperatriz Leopoldina, Marechal Rondon, Dr. Vital Brasil e Grande Oficina Mário Dedini.
Sua projeção foi tamanha que ele se tornou referência nacional na área educacional, passando a ser reconhecido como o Bandeirante do Alfabeto, por Miguel Reale, Êmulo de Andersen, por Sud Mennucci, e A Maior Criança Grande do Brasil, por João Chiarini.


